Agulha & Seringa

Um sorriso pode mudar uma pessoa em vários aspectos. Uma pessoa pode mudar a forma de vida de si mesma. Uma criança e um sorriso são dois complementos que se podem transformar num só: a Paz. Se um sorriso tem a capacidade de mudar totalmente uma pessoa e uma criança pode transformar a sua vida, porque é que não deixamos todas as crianças sorrir para termos um mundo melhor?

quinta-feira, junho 09, 2005

Um pouco mais a sério...

Foi-me proposto fazer um trabalho de investigação, no âmbito da pediatria, que eu terminei ontem. Tratar um tema que mexe com os nossos sentimentos, pelas mais diversas razões (familiares ou profissionais), torna-se por vezes uma experiência conturbada mas ao mesmo tempo muito enriquecedora.
O tema do trabalho foi: “O Enfermeiro Perante a Criança de Idade Escolar em Fase Terminal”.
Este tema foi escolhido por considerar ser um tema que ainda constitui um tabu para muitos profissionais de enfermagem. O principal objectivo do trabalho seria perceber as atitudes, intervenções e sentimentos demonstrados e prestados pelo enfermeiro à família e criança com morte esperada. As conclusões que retirei do trabalho foram as esperadas, mas ao mesmo tempo fizeram-me pensar e reflectir:
O enfermeiro não se encontra preparado para trabalhar com doentes terminais (especialmente quando estes são crianças), uma vez que a sua actuação requer uma filosofia de cuidar para a qual, no meu entender, não foram preparados nem treinados. O distanciamento que estes profissionais estabelecem, quer consciente ou inconscientemente, com estas situações que mexem com o nosso ser foi evidente em quase todas as entrevistas efectuadas. Mesmo nas próprias equipas, trata-se este assunto como se fosse interdito, acabando por não existir diálogo e troca de experiências/sentimentos entre enfermeiros.
No meu entender, estes profissionais que lidam directamente com a morte, e mais especificamente com a morte da criança, deveriam criar grupos de inter ajuda que facilitassem a comunicação entre si e os ajudassem a lidar com situações das quais eles acabam por se tentar afastar física e emocionalmente.
E vocês, como lidam com esta situação?

domingo, junho 05, 2005

Um olhar mais além...

A pediatria, nos dias que correm, surge como uma especialidade em constante evolução e desenvolvimento. Comparando com alguns anos atrás, denota-se uma enorme diferença a nível dos cuidados prestados, proximidade com a criança e, especialmente, a nível da proximidade e relação que se estabelece com a família da criança! Enquanto que alguns anos atrás os pais eram impossibilitados de ficar com a criança 24 horas por dia, hoje, na maioria dos serviços de pediatria, o pai ou mãe ou até outro familiar da criança pode ficar com esta nas 24 horas. Penso que, a nível pediátrico (e tendo em conta a fragilidade da criança), este foi um dos passos mais importantes para a evolução do internamento em pediatria relativamente aos outros internamentos de adultos. A criança acaba por se sentir mais acompanhada e vivenciar todo o processo de internamento de forma mais serena.
Trabalhar em pediatria, para mim, é um previlégio! Há uns dias atrás, tive o prazer de conhecer um "pikeno" de 8 anos que me tocou especialmente. Tinhamos vários assuntos em comum (especialmente filmes) o que nos fez estabelecer uma relação engraçada. O que é certo, é que no momento que lhe disse que ia ter alta e podia ir para casa ele olhou-me e disse: mas eu não quero ir para casa, quero cá ficar mais uns dias". Os meus ouvidos pareciam não acreditar no que estavam a ouvir! E ele, olhando-me atentamente reforçou: Eu gosto de estar cá, isto é muito fixe!". E esta! pensei eu... enquanto os livro falam e falam do transtorno psicológico de um internamento hospitalar para uma criança, jamais li alguma coisa sobre o "querer ficar mais dias internado"... acho que os autores têm esquecido este assunto!
Parece incrível, mas estas situações acontecem... e posso confessar-vos que senti uma enorme gratificação, porque conseguimos (toda a equipa) tornar este internamento especial e diminuir a ansiedade e qualquer tipo de transtornos que a ele podia estar associado...
Obrigada "pikeno", foste especial....

sábado, junho 04, 2005

Com toda a Alma...

O meu nome é kikas! Sou enfermeira numa unidade de pediatria vai para alguns meses. Ao longo desta minha caminhada, tenho acompanhado diversas situações: boas e más, caricatas, maravilhosas e mesmo surrealistas, situações essas que gostava de compartilhar convosco...
O meu Mundo são as crianças e é para elas que eu vivo, por elas que respiro e com elas que rio, choro e, mesmo, aprendo!
Não há nada no Mundo mais maravilhoso que um sorriso de uma criança e mais gratificante que um simples abraço...


Posted by Hello
 
eXTReMe Tracker